Tudo sobre Design Thinking: o que é, para que serve e como aplicar!

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O designer americano Hillman Curtis dizia que “o objetivo de um designer é escutar, observar, compreender, simpatizar, empatizar, sintetizar e obter idéias que lhe permitam tornar visível o invisível.” Este pensamento é um bom lugar para começar a entender o que é como funciona o Design Thinking, vejamos o porquê. 

Design Thinking é uma maneira de acoplar algumas técnicas típicas do design à forma de pensar.

Embora muitas pessoas achem que o conceito só se aplica para quem trabalha com design, a verdade é que o Design Thinking permite que as técnicas e métodos usados pelos designers sejam aplicadas para resolver qualquer tipo de problema. 

Para saber mais sobre o tema, acompanhe nosso artigo e entenda como o Design Thinking funciona e aprenda a aplicá-lo em sua realidade. Boa leitura!

Design Thinking: origens

Estima-se que nos anos 90, as primeiras ideias acerca do Design Thinking começaram a ser testadas. O designer David Kelley da agência IDEO teve muita relevância para o surgimento do método. 

Mas foi após ser discutida no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2006, que essa metodologia começou a ganhar terreno e popularidade. Atualmente, inúmeras empresas de muita relevância no mercado mundial trabalham usando Design Thinking — Apple, Netflix e Nike são alguns exemplos. 

Mas, afinal de contas, o que o Design Thinking tem de tão especial?

Aqui vão duas coisas sobre as quais é muito fácil de concordar: 

1) o pensamento é algo extremamente abstrato e portanto complexo de compreender e;

2) problemas novos exigem soluções inovadoras, criativas. O Design Thinking mata esses dois coelhos numa cajadada só. 

Primeiro, porque dentro da aplicação do Design Thinking, é possível pensar no problema que demanda uma ação de maneira sistemática. Existem algumas etapas pelas quais as ideias precisam passar até chegar ao seu resultado final. Isso faz com seja mais fácil de visualizar as ideias e também de comunicá-las. Este último fator é de extrema relevância, inclusive, para o meio corporativo. A comunicação interna e externa de uma companhia precisa ser muito bem feita, pois ruídos na comunicação podem causar problemas desnecessários e um enorme desperdício de recursos.

Em segundo lugar, é inegável o fato de estarmos vivendo em um mundo que está em constante transformação e isso significa que para cada nova solução que é inventada, surgem novos problemas naturalmente. 

Não é possível seguir aplicando sempre as mesmas soluções.

Design Thinking: etapas

O Design Thinking auxilia bastante na visualização das ideias porque pode ser construído por etapas, facilmente sistematizadas. Para cada etapa, existe um momento diferente em que ações diferentes são demandadas. Veja como funciona. 

<h3>1 – Definição</h3>

Supondo que uma equipe do setor de RH esteja trabalhando em melhorias do seu setor. Eles precisam, primeiramente, definir quais áreas necessitam de sua atenção. É o momento para formular as perguntas principais que irão iniciar o processo de resolução do problema. 

“O que?” “por quê?” e “como?”  são perguntas norteadoras dessa primeira parte do trabalho. Para respondê-las, muitas vezes, é interessante estar em equipe, fazer observações, pesquisas, recolher depoimentos e visualizar a situação tridimensionalmente.

2 – Imersão

Uma vez que a ação esteja definida, é hora de entender melhor qual é o impacto que ela vai ter nas pessoas. Para isso, é muito importante que a equipe se ponha no lugar dos outros para poder analisar as soluções sob mais perspectivas. 

Em um mundo que cada vez mais prima pela diversidade, essa parte do processo aplicado a empresas, produtos ou serviços é importante demais. Se a equipe, ou o líder, for capaz de ter pontos de vista apenas do próprio lugar de fala, menos soluções serão alcançadas — e é provável que elas sejam menos criativas. 

3 – Visualização

A etapa de ter ideias e discutir problemas e soluções, agora, ficou para trás. É hora de começar a pôr as mãos na massa! E para fazer isso, um dos aspectos mais interessantes do Design Thinking é que as soluções encontradas precisam ser fáceis de serem compreendidas pelo maior número de pessoas possíveis. Para isso, nada funciona melhor do que visualizações

Algumas técnicas podem ser usadas para visualizar melhor o mapa de ação. São elas: 

  • Organogramas com post-its;
  • Quadros com brainstorming;
  • Mapas mentais construídos coletivamente.

É importante que ao final desta etapa, todas as pessoas envolvidas em um processo de Design Thinking tenham visualizado seus papéis na ação que será tomada. 

4 – Prototipação

Com o problema entendido, ideias discutidas e ações divididas, nessa etapa o objetivo principal é colocar as mãos na massa para trazer algo do mundo das ideias para o mundo material. 

Se o processo estiver sendo aplicado para um produto, por exemplo, é importante criar um modelo, se for um serviço ou processo, é importante criar um sistema. E o objetivo final do protótipo é ser testado para entender na prática aquilo que foi pensado na teoria.

5- Teste e melhorias

Essa pode ser considerada também, uma etapa avaliativa, a ideia aqui é ver o protótipo funcionando na prática e, nesse momento, é hora de fazer mais observações, colher mais depoimentos e pensar mais soluções a partir das informações adquiridas. 

Como é possível perceber, as etapas do Design Thinking podem ser aplicadas na criação e desenvolvimento de qualquer coisa: um produto, serviço, processo, estratégia etc. Ele não necessariamente tem uma etapa final estabelecida. Os testes e melhorias podem ser constantes.

É essa flexibilidade que faz com que o Design Thinking seja tão atrativo para os tempos em que vivemos, quando nada dura muito tempo e inovações estão a todo momento à porta. 

Conclusão

A junção do pensamento corporativo, que visa atender necessidades e expectativas das pessoas com o pensamento criativo dos designers é a base do Design Thinking, cujo objetivo é trazer soluções de maneira mais inteligente e simples, quase sempre envolvendo alguma tecnologia

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